A maioria das revendas de máquinas, peças e implementos agrícolas escolheu o regime tributário anos atrás e nunca mais refez a conta. Enquanto isso, o faturamento cresceu, a margem mudou e o imposto continuou sendo apurado na base do costume. Esse artigo mostra, sem contabilês, quando o Lucro Real paga menos que o Presumido no seu setor e como saber de que lado a sua empresa está.
O que separa o Lucro Real do Presumido
No Lucro Presumido, o Fisco presume quanto a sua empresa lucrou e cobra imposto sobre esse valor, não sobre o lucro que ela de fato teve. Para revenda de mercadorias, a presunção é de 8% do faturamento para o IRPJ e 12% para a CSLL. Sobre essas bases incidem 15% de IRPJ e 9% de CSLL. O PIS e a COFINS são cumulativos: 3,65% sobre a receita, sem direito a abater nada.
No Lucro Real, o imposto sai do lucro que a empresa realmente teve, depois de descontar custos e despesas. O PIS e a COFINS passam a ser não cumulativos: a alíquota sobe para 9,25%, mas você abate créditos sobre boa parte das compras, do frete e da energia usados na operação.
Por que a revenda agrícola é um caso à parte
Revenda de máquinas, peças, implementos e fertilizantes normalmente gira volume alto com margem apertada. Produto caro, giro grande, lucro percentual pequeno. Quando a margem real fica abaixo dos 8% que o Presumido presume, acontece o pior cenário: a empresa paga imposto sobre um lucro que não teve. E ainda deixa na mesa o crédito de PIS e COFINS das compras, que só o Lucro Real aproveita.
É aqui que uma contabilidade que conhece o setor faz diferença. A conta de uma revenda agrícola não é a mesma de uma loja comum, e tratar as duas do mesmo jeito custa dinheiro todo mês.
Uma forma simples de enxergar a diferença
Pensa numa revenda que fatura R$ 20 milhões por ano e trabalha com margem líquida real de 4%:
- No Presumido, o IRPJ e a CSLL são calculados como se a margem fosse 8% e 12%, bem acima dos 4% reais. E os 3,65% de PIS e COFINS são cobrados sem nenhum crédito.
- No Lucro Real, o IRPJ e a CSLL incidem sobre os 4% que a empresa de fato lucrou. E parte relevante das compras vira crédito de PIS e COFINS, reduzindo o efeito dos 9,25%.
Nesse perfil, margem baixa e muita compra com nota, o Lucro Real costuma sair na frente. Mas o número exato só aparece quando alguém refaz os dois cenários com os dados reais da empresa. É nesse cálculo que muita revenda descobre que paga a mais sem saber.
Os sinais de que sua revenda pode estar no regime errado
- Margem de lucro líquida abaixo de 8% do faturamento.
- O regime foi escolhido anos atrás e nunca mais foi revisto.
- O faturamento cresceu e ninguém refez a conta.
Se dois ou mais desses pontos batem com a sua realidade, vale revisar antes do próximo fechamento anual, que é quando a opção de regime pode ser mudada.
Trocar de regime dá problema com o Fisco?
Não, quando é feito dentro das regras. A opção pelo regime tributário é anual e prevista em lei. O que gera risco é o contrário: continuar no regime errado, apurar imposto de forma inconsistente ou tentar corrigir o passado sem respaldo. Todo o trabalho da Vallorize é conduzido 100% dentro da lei, com a documentação que sustenta cada decisão.
Onde a Vallorize entra
A Vallorize é uma contabilidade especialista em revenda e indústria do agronegócio. Antes de bater o martelo no regime, a gente refaz a conta dos dois cenários com os números reais da sua empresa e mostra, em reais, qual paga menos e quanto dá para economizar por ano, sempre com segurança jurídica.
O diagnóstico inicial é gratuito e sem compromisso.
Perguntas frequentes
Lucro Real ou Presumido: qual paga menos imposto na revenda agrícola?
Depende da margem de lucro real da revenda. Quando a margem efetiva fica abaixo do percentual que o Presumido presume (8% para o IRPJ no comércio), o Lucro Real costuma pagar menos, porque o imposto passa a incidir sobre o lucro que a empresa realmente teve e ainda aproveita créditos de PIS e COFINS sobre as compras. Só o cálculo dos dois cenários com os números reais confirma o valor exato.
A minha revenda pode trocar de regime a qualquer momento?
A opção pelo regime é anual e feita no início do ano-calendário. Por isso vale revisar a conta antes do próximo fechamento. A troca conduzida dentro das regras não gera problema com o Fisco.
Revenda de máquinas e peças agrícolas tem crédito de PIS/COFINS?
No Lucro Real, sim. O PIS e a COFINS passam a ser não cumulativos e a empresa pode abater créditos sobre boa parte das compras, do frete e da energia usados na operação. No Lucro Presumido, esse crédito não existe.
Vale a pena sair do Presumido mesmo dando mais trabalho?
Quando a economia anual supera com folga o custo operacional a mais, sim. Para revendas de margem apertada e volume alto de compras com nota, a diferença costuma justificar. A decisão certa vem de um diagnóstico que mostra, em reais, quanto cada regime custa.